MARIA TEREZA MADEIRA (1958) nasceu em Barril de Alva. No seio familiar, objectos e sonoridades de outras geografias marcavam presença e cedo o imaginário se encheu com mundos distintos. Em Macau, Tereza trabalhou inicialmente como educadora (de infância) e após o término do seu mestrado em relações interculturais, dedicou-se aos estudos literários, tradução e ensino da língua portuguesa para estrangeiros. Seduzida pelas paragens do oriente, nunca esqueceu as margens do rio Alva. O apelo da terra natal fê-la regressar e envolver-se em diferentes atividades agrícolas, artísticas, educativas e de bem-estar em conjunto com outros habitantes da região. Em dezembro de 2020, foi membro fundadora da TRUST Collective e assumiu o cargo de direção da associação.

JOÃO ESTEVENS é performer e investigador em ciências sociais. Na sua prática artística, privilegia a experimentação e a hibridez, procurando o cruzamento entre as artes performativas e as artes visuais. Cofundador da Rabbit Hole, onde tem participado na criação de eventos performativos e instalativos. Colabora com artistas emergentes no apoio dramatúrgico aos seus projetos. [+info: https://joaoestevens.com/]

FILIPE NUNES BRANCO é formado em Mecânica e mestre em Antropologia-Culturas Visuais. Neste momento, é doutorando em Estudos Artísticos – Arte e Mediações. Tem desenvolvido os seus filmes de forma independente e trabalha sobretudo na região do Alentejo. O seu último filme “A Vida Aqui, Está Vista?”, estreou no festival de cinema Visions du Réel, em 2018. Participou nas residências artísticas Plano Frontal 2019, festival internacional  de documentário de Melgaço; Artist-In-Residency Villa Waldberta, Munique, 2021 e 2022; Cine-Cerca, Portugal e França, em 2022.
 
Com o apoio do ICA, co-desenvolveu as oficinas de cinema Descobre!
Colaborou com o jornal suíço Swissinfo.
 

JOANA DE SOUSA é realizadora, programadora e produtora cultural. Licenciou-se em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa. Pertence ao colectivo Rabbit Hole desde 2011, tendo colaborado ao nível da produção, programação e criação artística em vários projectos interdisciplinares. Entre 2012 e 2014, completou o mestrado internacional em cinema DocNomads. Estreia-se na realização com Bétail (2014), curta-metragem documental exibida nacional e internacionalmente, tendo sido premiada no Hamburg International Short Film Festival e Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema. Foi programadora no Doclisboa – Festival Internacional de Cinema de 2015 a 2023, integrando a sua Direcção entre 2019 e 2022. Colabora agora na Cinemateca Portuguesa, como responsável pela distribuição e difusão da coleção de património cinematográfico português. A sua primeira curta-metragem de ficção, Entre a Luz e o Nada, estreou mundialmente na Competição Nacional do IndieLisboa – Festival Internacional de Cinema, em Maio de 2023.

MAFALDA MIRANDA JACINTO (Lisboa, 1989) é uma criadora, performer, produtora e ilustradora. Enquanto criadora orientada para uma linguagem visual, privilegia a criação de imagens em movimento, como meio para explorar o surreal na realidade. Concluiu o mestrado em Performance Making pela Goldsmiths (RU) em 2016 e desde então tem-se dedicado a desenvolver a sua prática artística. Em 2018, concluiu a primeira edição do PACAP, no Forum Dança. Mafalda integra o coletivo Rabbit Hole desde 2013 e em Dezembro de 2020 funda o colectivo TRUST, um projecto de residências artísticas sediado em Barril de Alva (Arganil). Actualmente, trabalha na coordenação de comunicação do IndieLisboa IFF.

Os seus trabalhos e colaborações já tiveram a oportunidade de ser apresentados em Portugal, Itália, Reino Unido, Espanha, Alemanha e Grécia. 

+info: https://mafaldamj.cargo.site

GUIDA MARQUES, Neo-rural, vive na SERRA DO AÇOR, no meio do nada, que é o centro de tudo. Mestrado em Arte Multimédia – PERFORMANCE/Instalação nas Belas Artes de Lisboa, Mestrado em ARQUITECTURA na Univ. de Coimbra e AGRICULTURA na escola da vida. Faz RECONSTRUÇÕES de casas de xisto e PERFORMANCES/ INSTALAÇÕES focadas na relação corpo/lugar. ACTIVISTA na defesa da floresta, agricultura biológica, arquitectura tradicional e tradições antigas. Participou na Bienal de Veneza em 2023.

TIAGO MANSILHA nasceu em 1989, em Lisboa. Foi editor de conteúdos no gabinete de comunicação do Teatro Nacional D. Maria II durante 10 anos. Paralelamente, trabalhou como performer e/ou cocriador em espetáculos de Angélica Liddell, Tiago Vieira, Adriana Aboim e dos coletivos Rabbit Hole e O Pónei Diz que Não.  Estagiou na editoria de cultura da SIC, tendo exercido jornalismo na revista online, Berlinda, sediada em Berlim, onde viveu. O podcast Línguas de Gato é o seu mais recente projeto. Licenciou-se em História, exercendo o ensino da disciplina em escolas públicas. 

CAMILA GANC é bailarina e professora de dança e movimento (Taijiquan e Hatha Yoga), formada pela Faculdade de Comunicação das Artes do Corpo, na PUC; e Massoterapia Instrutora de massagem na Associação de Massagem Oriental em São Paulo, Brazil. Aprofundou-se na Técnica de Alexander, UK e Dança Movimento Terapia na Sarabanda-Milão. Morou em Londres de 2010 a 2017. Quando se mudou para Portugal, primeiro como voluntária em busca de uma integração sutentável com a natureza. Desde 2020 habita a Quinta da Rosa, em Benfeita, onde está construindo um espaço para criação, movimento e cura, com sustentabilidade.

PEDRO MARUM (Loulé, 1989) vive em trânsito por várias cidades, participando em vários projetos como artista, curador e DJ. É membro fundador da Rabbit Hole em 2011, sediada em Lisboa, uma plataforma artística e coletivo de criação, experimentação e curadoria, tendo exibido a nível nacional e internacional. Entre 2010 e 2015 foi programador e produtor do Festival Queer Lisboa, assim como co-curador da secção Queer Focus, em conjunto com Ricke Merighi, um programa de investigação e transgressão “queer” através da exibição de filmes, instalações e performances. Em 2015 recebeu uma bolsa de estudo mestrado Media Arts Cultures (MediaAC), um programa de dois anos repartido pela Áustria, Dinamarca, Polónia e Hong Kong. Colabora como curador no SPEKTRUM, em Berlim, espaço cultural de convergência entre arte, ciência e tecnologia, onde em 2016 iniciou o projeto XenoEntities Network (XEN), uma plataforma comunitária com programas mensais que exploram e debatem contextos e políticas mediadas pelas tecnologias digitais, através das teorias de género, queer e feministas. Em 2018 irá realizar um ciclo de curadoria no KW Institute for Contemporary Art, Berlim. Escreve para a Furtherfield, galeria em Londres, no campo da arte multimédia e apresenta mensalmente VANTABLACK, um programa na Rádio Quântica, onde convida outrxs DJs, produtorxs e promotorxs para debater políticas de género e feminismo no contexto da música eletrónica. É DJ residente e booker da festa de techno mina, em Lisboa. Participou como júri, orador, performer e curador convidado em festivais internacionais como Berlim, Hamburgo, Ramallah, Recife, Rio de Janeiro, Roterdão, Tel Aviv, Viena.