Chá de Cigarra – Residência de Erika Kobayashi

  • Laboratório
  • Movimento
  • Performance
  • transdisciplinar

Date

Jun 01 - 08 2024
Expired!

Time

All Day

The event is finished.

A conference performance in which the artist sets out to investigate what she carries in terms of ancestry: what moulds her and what moulds her, deformities and displacements; what she projects and what is projected onto her from the images and stereotypes of the yellow woman. What she creates, recreates, invents and fabricates. Ritual*dance between sipping and serving that is nourished by the documentation in body of gestures of harvesting and making tea.

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Direction, screenplay and performance Erika Kobayashi Vozes e colaborações Carol Ikeda, Juliana Matsumura e Regiane Ishii para “as pessoas acham” Figurino Erika Kobayashi Provocadora artística Gilka Verana

Ambiência sonora: Erika Kobayashi, também autora do texto “as pessoas acham”; trecho da palestra de Toshi Tanaka sobre Nogaku (proferida na PUC-SP em 2018); composição Molecular Revolution (2023), de Claudius, criada especialmente para o Chá de Cigarra; mix da faixa conference, de Mala, com falas de conferências; músicas de Kokoroko e Cymande.

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Erika Kobayashi é performer, pesquisadora em cultura japonesa, socióloga e jornalista. É mestre em Sociologia das Sociedades Contemporâneas pela Universidade Paris Descartes/Paris V – Sorbonne (2008) e fez a Formação Intensiva Acompanhada no c.e.m – centro em movimento (Lisboa, 2015), em que apresentou a performance Letras em dança no festival Pedras’15.  Sua investigação artística mescla prática de presença em artes tradicionais japonesas (especialmente a cerimônia do chá, que pratica desde 2011), estudos do corpo por abordagens somáticas, escuta do tempo, relação do corpo com lugares, pessoas e escrita. Tem realizado cerimônias do chá em espaços públicos de São Paulo, Curitiba, Lisboa, Sintra, Paris, Reykjavík e Adelaide, além de museus e centros culturais como Japan House SP, Inhotim, Museu Oscar Niemeyer e Art Gallery of South Australia. Mais recentemente (desde 2019), passou a ocupar quintais, parques, praças, florestas e chazais com o chá em performance, voltando à essência de uma prática ancestral que expressa e aprofunda a comunhão entre natureza e seres humanos. Há quatro anos vem acompanhando a colheita e o processamento de chá verde em uma plantação biológica em Fornelo, Norte de Portugal, investigando movimentos que são realizados na transformação da folha em bebida, afinando a sensibilidade de aromas e texturas em diferentes etapas do processo e buscando expressar a essência da Camellia sinensis por uma abordagem estética, que também inclui a cerimônia do chá. Até 2019, integrou o coletivo Grupo de Estudos que realizava práticas documentais a partir de relações entre imagem, texto, corpo e espaço, e o Corpo_Cidade (atual USO), projeto de intervenção multidisciplinar que pesquisa a relação entre artes performativas e o cotidiano de áreas urbanas, sob a direção de André Capuano. Também esteve por dez anos no GEAA – Grupo de Estudos Arte Ásia, que reúne professores, pesquisadores, artistas e estudantes vinculados ao Departamento de Artes Plásticas da ECA-USP, Centro de Estudos Japoneses da FFLCH-USP e História de Arte da Unifesp. Publicou em 2021 o artigo “O sagrado no chanoyu 茶の湯 Expressão de aspectos do sincretismo religioso do Japão em uma prática de cunho estético, social e político”, inserido no livro Do transpessoal ao espacial na arte japonesa – conceitos estéticos.

 

Foto João Maria da Silva Júnior