LABIA – Residência de Joana Castro

  • Performance
  • transdisciplinar

Date

Mai 12 - 31 2024

Time

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“Toda a transição é uma experiência de fim de mundo” – Jota Mombaça

LABIA é um projeto de investigação que assenta na construção de corpes-monstres, na descoberta das suas infinitas possibilidades de destruição e sobrevivência. Infinitamente. Corpes nascides na falha de um regime político hétero-capitalista. Corpes impossíveis que se permitem a existir com carne, pele e alma, abalando territórios cimentados e um sistema corrupto e corrompido. Raízes que nascem das pedras e se propagam, abrindo fissuras em paradigmas estabelecidos. Corpes em constante devir, em fuga da Humanidade, sem território e empoderades. Devir-serei(es) que mergulham nas profundezas da ancestralidade numa nova forma de conviver com os animais, com os mortos e com o planeta como cadáver e fantasma. Na celebração de um luto. Como consequência, uma relação com a morte e uma iniciação à vida, num sistema de comunicação interspécies, sem soberania nem hierarquia.

“O animalismo é um feminismo expandido e não antropocêntrico.”- Paul B. Preciado.

LABIA é a construção de um universo que possibilita extrapolar, transcender a materialidade individual e corpórea, desfazendo a lingua(gem) colonizadora e binária, propondo discursos da língua a partir do seu gesto, ampliando as suas múltiplas possibilidades num processo artístico e de vida sem fim. Na ação de Transmutar. Transitar. Transpirar. Transgredir. Transtornar. Criando outros sentidos e abrindo espaço para o encontro com uma estética de travessia na direção de futuros ̶(ı̶n̶)imagináveis de expansão existencial no aqui e agora.

LABIA é um projeto de caráter processual e transmutante de encontro entre artistas multidisciplinares e transdisciplinares, que navegam entre mundos sem se encerrar em formas enraizadas de operar, numa coexistência e resignificação das suas (res)(ex)istências, numa  constante construção e destruição de objetos múltiplos, em cada espaço e tempo que ocupar, num devir-coletividades sem apagar as suas subjetividades.

Depois do abismo uma língua. – Joana Castro

 

Ficha artística e técnica:

Conceção, direção artística e performance_ Joana Castro
Desenho de luz, paisagem sonora, espaço cénico e performance_ Joana Castro, Lui L’Abbate e Rezmorah
Participação no processo_João Leonardo
Figurinos e esculturas_ ROD
Registo e edição audiovisual e vídeo-instalação_ Francisca Manuel
Bolsa de investigação_ Programa Reclamar Tempo – Câmara Municipal do Porto
Apoio à criação e residências artísticas_ Trust Collective, Teatro Académico Gil Vicente, Devir Capa, A Gráfica, Câmara Municipal de Setúbal, Teatro de Ferro, Rua das Gaivotas 6
Bolsa de Criação_ OSSO Associação Cultural
Residência de coprodução_ O Espaço do Tempo

BIO:

Joana Castro (ile/dile/they/them) nasceu no Porto em 1988. Artista não-binárie desenvolve os seus projetos entre a dança, a performance, a voz e o som, tendo apresentado algumas das suas obras em Portugal, França, Bélgica, Alemanha e Brasil. Dos seus projetos na área da dança/performance destaca Perto… tanto quanto possível (2014), EVERLASTING (2016), SU8MARINO (2017/18), RITE OF DECAY
(2019/20), and STILL we MOVE (2021), Darktraces (2021) e  ̶Da̶r̶kt̶r̶a̶c̶e̶s̶: on ghosts and spectral dances (2022).

Para além de questões como a morte, o luto, a destruição, a falha e rituais de fim atravessarem a sua vida pessoal e invadirem as suas criações, as questões de género são transversais ao seu universo criativo, numa pesquisa de ume corpe que des(re)constrói a sua imagem e opera em estados ENTRE – no limiar das fronteiras do humano, sem género.

Tem o curso de intérprete profissional de dança pelo Balleteatro Escola Profissional (2003 a 2006), frequentou o Programa de Estudo, Pesquisa e Criação Coreográfica no Forum Dança em Lisboa em 2008, recebeu uma bolsa de estudos do NEC em 2009, obteve a bolsa para o programa DanceWeb em 2013, tirou um curso de produção de áudio na escola Bi-Motor em 2015, frequentou a pós-graduação de especialização em performance na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto em 2016/17 e neste momento frequenta o curso de formação profissional de música eletrónica e produção musical na Academia de Música do Porto.

Nos últimos anos, tem vindo a desenvolver alguns projetos em vídeo e cinema, tendo co-realizado a curta Ø ILHA (2020) com Cláudia Varejão, o vídeo Darktraces (2021) com Miguel De e o filme  Da̶r̶kt̶r̶a̶c̶e̶s̶: on ghosts and spectral dances (2023) com João Catarino.

Desenvolve LABIA, um projeto de investigação transmutante e de carácter processual permanente, com diversas residências artísticas e apresentações a partir de 2023.

https://joanacastroficial.cargo.site/
https://vimeo.com/joanacastro
https://www.instagram.com/joanacastro_oficial

 

Organizer

Joana Castro